2014/03/29


baby:
você não viu o que eu vi. do ponto de apoio entre os caixotes de madeira e a poeira fina na rua. a verdade acenando pra mim, e a visão tardia que não sai daqui.

2014/03/25


baby:
enquanto o esperava, sentada no muro do outro lado da rua, você vivia todas as vidas em uma só. apesar de mim.

2014/03/22


baby:
suponho que muitos critérios compõem a falta de serventia.

2014/03/17


baby:
adiei a vida para ser tua — e não me escolheste.

2014/03/13


baby:
é tempo demais enfrentando o vazio da cadeira ao lado — na mesa que não dividi com você.

2014/03/09


baby:
não te condeno. aprendeste a cuidar de um afeto por vez.

2014/03/05


baby:
nossa atmosfera se desfez. alguém rompeu o envoltório — revelando que a fímbria não era amor.