2013/12/31

baby:
aquele sujeito será mais um personagem de um livro disposto ao lado de outros na biblioteca. um ser inventado para preencher o enredo da ficção. aquele filho que o autor tanto amou e que hoje perdeu o sentido.

2013/12/27


baby:
uma boneca não deve se sentir usada. objetos servem pra isso, né?! da diversão instantânea ao descarte absoluto.

2013/12/24


baby:
o preconceito entristece mundo — e priva o sujeito de reaprender a sonhar.

2013/12/22

baby:
a cegueira o impede de reconhecer que, na verdade, quem parece estar a seu lado manipula as forças do astral para preservar o sonho que, um dia, quis real.

2013/12/18

baby:
acho que sou melhor por carta. as palavras se encaixam — e a tristeza se suaviza. sei que você entende. a presença impede o adeus — e ensaia dizer: longe de mim, você vai uivar de saudade.

2013/12/15


baby:
desculpe o jeito — ou falta de. é difícil pra mim. então, se não resta amor, por que não arrebenta essa fita e rompe o laço de uma vez?

2013/12/13

baby:
deu vontade de escrever — outra vez. às vezes, eu finjo não perceber, e a vontade se esconde num canto. mas sei que você quase sempre caminha lento até a caixa postal — se curva e espia lá dentro, buscando [entre memórias & desejos que piscapiscam] me encontrar.

2013/12/07


baby:
pode se livrar da pinça. meus cuidados não são mais úteis. e agora duvido de que alguma vez tenham sido, ainda que eu gostasse tanto de aparar você. de extrair as sobras, realinhar os traços, dividir a vaidade — e a dor. meu jeito de amar. juntinho.

2013/12/03

baby:
minha gula colocou tudo a perder. sempre quis mais que teu olhar. mais que teu desejo — e tua mão sobre a minha no início e no fim do dia. todos os dias.