2013/11/29


baby:
brinquedo nenhum o fará me esquecer.

2013/11/25


baby:
somente as bonecas podem voltar para o fundo do armário — onde são depositadas depois que perderam a graça porque um novo brinquedo chegou.

2013/11/22


baby:
não sei o que me adoenta mais. se o flagrar na presença de outra ou constatar que prefere estar só a me escolher como companhia.

2013/11/20

baby:
quis que realmente estivesse comigo lá. colhendo os aplausos e as distinções. estudei para dialogar melhor contigo. e, agora, não tenho com quem conversar. de verdade.

2013/11/19


baby:
precisava brincar desse jeito? seja como for, me entristece saber que faltou lealdade. que fertilizou a maternidade que, sabemos, não poderia existir.

2013/11/17

baby:
há pouco ou quase nada a dizer. eu amo você. e só quis ser o seu amor. a companhia escolhida — presença essencial & inseparável. sua.

2013/11/15

baby:
esqueceu que eu jamais lhe atribuí qualquer adjetivo capaz de magoar? so, não espere isso de mim agora.

2013/11/12

baby:
penso em você todos os dias, ainda que sem querer. me perco lembrando olhares fixados sobre mim — e que agora me evitam. era bom sonhar com as margaridas plantadas ao lado da cama sempre que você me deixava — no meio da noite — para não voltar.

2013/11/09

baby:
não se subestime. é impensável alguém se esconder de outro alguém passeando na rua. há locais mais apropriados — o cercado de casa, a sala de casa, a rede de casa. o ambiente privado — do qual a presença alheia estará naturalmente excluída.

2013/11/05

baby:
perto de mim, eu quero que fique somente o que é de verdade. nem que seja erva daninha. se for ficar, seja verdadeiro. e trate de ir até o fim.

2013/11/04


baby:
não é de hoje que eu sei que não pode ter filhos. que mentiu para mim — desde o início. porque eu sei muito mais de você do que a sua voz é capaz de dizer — entre formulações neutras e emissões manchadas de sangue & maldade.

2013/11/02

baby:
eu sempre te ouvi com o coração — arriado. por isso, tuas versões me pareceram sempre verdadeiras, ligeiramente sedutoras — e livres de qualquer impureza.