2013/08/29


baby:
não entenda mal. não é pressão — nem jamais pretendeu ser. é apenas jogar limpo — dispor os quereres (e o que lhes falta) na mesa e externar as projeções.

2013/08/23


baby:
também não será desta vez, eu sei. porque não pretendes me cercar de envoltórios. proteger-me da selvageria do mundo. mostrar-me tua — querer-se meu —, a quem quiser ver.

2013/08/19

baby:
com você, quis inventar o amor. e um jeito de não estar só no mundo — e em mim. porque eu não seria mais eu, seria eu com você, dois seres e um só. dois corpos e um nó.

2013/08/14


baby:
não venha dizer que sou perfeita e que vai continuar do jeito que está. porque o amor revela o que a vida não quer. por isso, as escolhas se desfiam fácil. não ter saída é deixar o corpo falar. olhar para a frente — e se enxergar cada vez mais junto. dois seres num só.

2013/08/09

baby:
não há mais nada a dizer — calar. a vida fez a gente se encontrar. se encarregou de construir laços & enredos, memórias & sensações. reprisou reencontros. anulou despedidas. se reencenou. e, mais do que isso, ela não fará.

2013/08/05

baby:
a magia dos dias se perdeu. agora, não importa identificar os responsáveis. a vida é assim porque a fazemos assim. você, com as suas escolhas — e eu, você sabe.