2013/07/30

baby:
quis que me quisesse perto, contigo, ao teu lado. e achei, sinceramente, que a vida juntos, um dia, chegaria.

2013/07/24

baby:
economize a insônia. jamais ofereceria tuas cartas a outro interlocutor. nossas memórias são documentais, pertencem ao território das confissões e serão enterradas com seus respectivos corpos-autores.

2013/07/18

baby:
o amor é mesmo reconfortante. o que antes seria veneno hoje atua como fórmula milagrosa. obrigada por me tirar da lama — e devolver a estima esquecida no fundo do guarda-roupa.

2013/07/16

baby:
carinhos não são para constranger, mas agradar. e neutralizar medos, diluir dores, anunciar amores — e intenções. esses desejos que se convidam a se repetir — em algum ponto da cama, da casa, da vida, da gente.

2013/07/13

baby:
não bastou chorar do outro lado da linha. implorar sem voz — perder o chão. era só uma ostra entreaberta exibindo a falta da pérola extraída à força.

2013/07/09

baby:
assisto em silêncio às escolhas que tens como certas — apesar dos alertas. da próxima vez, baterei palmas a essa que tens a teu lado — e não conheces. que aciona o astral para te privar do mundo — e de quem realmente te quis perto.

2013/07/05


baby:
cada postal é um sopro de vida
— mesmo que o remetente nem exista. mesmo que a vida tenha deixado ser. há tempo.

2013/07/02

baby:
parece loucura reconhecer que, por anos, eu quis ser a sua vida — a nossa história. e, enquanto eu vivia este sonho, você construía uma outra história — só sua.