2013/04/30

baby:
se decifrasse, perderia o mistério. e, sem mistério, não há amor  — nem histórias. nem sorrisos ou estrelas cadentes e principezinhos que desenham carneiros.

2013/04/28


baby:
voltou a anoitecer, e continuo vazia de você. por mais um dia.

2013/04/27


baby:
parece maior que o mundo, mas cabe aqui dentro. e respira — como respiram as coisas que são vivas.

2013/04/26



baby:
você poderia me ter nos braços agora.

2013/04/25

baby:
seguir em frente significa me vestir de megera — e enfrentar mal-estares, caras feias, feitiços e maldições. esses demônios que se dispõem entre a gente, como se fosse possível nos apartar. 

2013/04/22

baby:
amo. amo. amo. não deixo de amar, ainda que você não se importe. ainda que nem seja dezembro — e você não tenha planejado com quem estará quando o outono chegar.

2013/04/20

baby:
desacelera. viver não é essa coisa automática à qual você se habituou. viver pode ser doce — e manso. e ter a cor e o perfume que a gente quiser.

2013/04/16

baby:
não acredito em vida perfeita, mas feliz. e, porque acredito, ela existe. por isso, da próxima vez, acredite — sem deixar pra depois. comece agora o presente que dará origem ao futuro que sempre sonhou.

2013/04/13

baby:
somos adultos, donos de nossos destinos. por isso, eu lamento a decisão de um aborto nada espontâneo. de uma vida feita a dois deixando de ser porque você não quis.

2013/04/09


baby:
também me cansei de brincar de boneca — de ornamentar a cama e me vestir de cupim e pó. ainda não sei bem se foi covardia, falta de brio, timidez. porque dói ter que apagar o corpo, suprimir o desejo e aprisionar a imaginação.

2013/04/04

baby:
eu também quis — muito. ainda assim, o carinho pela ideia de uma vida feita da gente permanece.

2013/04/01


baby:
nunca deixei de gostar de gostar de você. você é que não aprendeu a me amar.