2013/03/29

baby:
pensar que, um dia, tudo isso deixará de existir me deixa triste feito a manga que despenca do pé — ainda verde.

2013/03/26


baby:
desisti de ser provisória, ainda que o coração peça para insistir um pouco mais.

2013/03/22



baby:
um dia, quero encontrar alguém que goste de mim tanto quanto eu gosto de você. de um jeito simples — que não acaba. e espero que não demore muito. feito algo assim bem clichê.

2013/03/20

baby:
nunca quis ser mais uma. jamais pretendi gerar abalos, derramar discórdia, desconstruir a solidez legal dos atos firmados antes de mim.

2013/03/18


baby:
o sofrimento me alforriou assim que saltei da prateleira — pra vida. porque eu ainda escolho sob o domínio daquele a quem finjo me submeter.

2013/03/15

baby:
teu silêncio é confessional. revela muito mais do que imaginas. a saudade que não vai embora. o apego pelo que ficou não dito. a vontade de ouvir o que o riso guardou.

2013/03/13


baby:
envelheci vinte anos em dois. tempo demais para cultivar a cegueira, o suor e a náusea. hoje, viúva de amor — e toxinas —, respiro aliviada entre um trago experimental e um gole de vinho branco gelado com pistache.

2013/03/08


baby:
dispenso tua covardia de viver — teu receio de amar e violar o que, um dia, foi importante.

2013/03/04

baby:
é tão fácil se dizer à disposição. se fantasiar de anjo, encarnar o demônio. mas comigo, nada disso cola.

2013/03/01


baby:
tudo que não foi vivido ficará do jeito que está. agora, coloca no bolso esse discurso amargurado. porque comigo não há culpa — ou culpado. sermões não nos cabem — muito menos, punições. dá pra entender agora?