2013/02/27

baby:
sem interlocutor, não há correspondência. por isso é que deixei de insistir. agora quero ficar assim — invisível e indolor. presença inerte do outro lado da linha, sargaço arraigado no fundo do mar.

2013/02/23

baby:
não deixe a tristeza te engolir. nem permita que a razão apague o coração — por mais que tudo pareça difícil demais.

2013/02/19

baby:
migalha ainda é resto — descarte, coisa nenhuma. porção que se esquece num canto, se deixa de lado, se perde. não me ofereça o que você não gostaria de receber.

2013/02/16

baby:
também sou maria, embora você nem saiba. há muito de mim que você não quis conhecer. esse muito que nem é tanto e alguns chamam essência — embora ninguém conheça, e eu, às vezes, duvide que algum dia existiu.

2013/02/12

baby:
espero que a vida em família esteja do jeito que você sempre quis — perfeitinha, apesar das imperfeições. porque não existe outro jeito de preencher o vazio dos dias. e, pra você, estar perto facilita tudo, ainda que esteja fora e distante do que, no fundo, realmente importa.

2013/02/09

baby:
nunca quis teu dinheiro — nem o de outro alguém. e esta é a diferença entre a gente. eu sempre desejei a presença, o contato com a pele, tua mão ao alcance da minha — e aquela sensação de que tudo mais não importa.

2013/02/06

baby:
não me disponho a corrigir nada além de escritos profissionais. porque não há o que arrumar em atitudes e ações que nem minhas são. somos assim. agimos assim. por isso, viro outra vez quem sou todo dia — distante e fechada no meu quarto escuro. a sombra conforta às vezes — ainda que me ridicularize. o tempo todo. eu sei.

2013/02/02


baby:
sinto tua falta. e ainda lamento que não tenhas enxergado a criança assustada por trás do corpo curvilíneo — clamando colo e teu manto de proteção.