2012/12/31

baby:
não deixei de ser provisória. nem me tornei definitiva de fato. talvez seja memorável — a parte plena do todo incompleto. e imperfeito.

2012/12/28

baby:
ouça daí o meu grito alto e triste soprando furioso lá longe. na mesma esquina em que dobrou para sempre, ao partir de mim — sem dar adeus, nem dizer tchau.

2012/12/23


baby:
eu nem preciso me trancar no quarto — por dentro. não há ninguém para perturbar — ou colocar o real diante de mim. já sei que não estou contigo — e que as escolhas passaram longe de mim. e daqui.
é prata fina? não. metal pesado. desses que afundam no mar — e enterram sonhos.

2012/12/20


baby:
estou exausta — distante, em ruínas. foi tempo demais à espera, ainda que eu nada tivesse a perder: certa alegria fina, alguma jovialidade e aquela predisposição séria para calar. coisas sem importância. pois é. também não sabia que o mundo era sujo assim.



2012/12/16

baby:
você deixou tudo assim, porque talvez quisesse assim. adiou a conversa. pensou em si. me posicionou na antessala do amor  — o hall de espera.

2012/12/12


baby:
sei que ainda preferes deixar o barco correr. mas eu sempre quis navegar contigo — e conhecer teus caminhos.

2012/12/09


baby:
cansei de inventar tua presença aqui. de verdade.

2012/12/04

baby:
pode acreditar. papai do céu cuidará da pequena preterida. dessa mesma que testemunha a atenção que não lhe pertence, mas a machuca. profundamente.