2012/08/01

dear:
passei tempo demais tentando entender. colecionei desculpas buscando não ver. inventei motivos, suprimi obrigações, chorei. e, nesse tempo, o tempo, cansado de testemunhar tudo, passou. voltou a ficar senil e, de bengala na mão, tomou-me pela cintura e falou: - vamos passear, minha velha. você não está mais só.

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