2012/11/29

baby:
você subestimou o amor.
esmagou a complacência. tornou-se displicente, vulgar. precisava estragar tudo outra vez?

2012/11/21

 
baby:
tudo, enfim, será do jeito que você quer. as teorias estarão sobre a bancada — dentro dos livros. acessíveis, ainda que intraduzíveis. à espera de quem lhes confie um destino melhor que o repouso e a estocagem de pó.

2012/11/14

baby:
prefiro manter o silêncio, observar o entorno, me preservar. porque sou diferente dela. minhas batalhas não envolvem feitiços, herdeiros ou maldições. não incluem posses & dividendos, contratos & remissões, ainda que eu o queira pra mim.

2012/11/06

baby:
me fiz de cega — e surda, às vezes, também. mas nenhum outro esforço lhe caberia. as medidas foram sempre vulneráveis: extensões de resina, dimensões de papel. por isso, não bastou alienar a verdade. ou autenticar o que o imaginário inventou.

2012/11/01

baby:
bem lá no fundinho, talvez eu tenha um pouco de gabriela. e, feito iansã, prezo a liberdade — que, diferente da sua, não é falsa. eu pago o preço pra ser só. não tenho dono — nem pretendo. e viver tem disso também. axé.