2011/11/30

baby:
eu sei que você vai ler — porque você sempre lê. e até acho que gosta. por isso, recobra firme o movimento. sim, você quer saber como tudo fica aqui dentro quando você não vem. se a tristeza me consome ou se alguém que você nem conhece quis segurar a minha mão num banco de pedra no centro da praça — por onde não passamos, nem fizemos juras de amor.

2011/11/26

baby:
já não sei o que fazer agora que tudo soa tão falso & desmontável — feito de resina, durex e isopor. assim sem amor — frágil & descartável. um trem passando, uma folha planando: toda a delicadeza e nenhuma chance.

2011/11/23

baby:
eu não duvido da veracidade do que a gente viveu. eu me arrependo do que deixamos de viver — juntos. de tudo que não foi dito, sentido, experimentado — um na presença do outro. porque eu me virei sozinha — com apelos calados e sinais mudos de socorro, entre saudades & fofocas, olhares & certas coisas que eu preferiria não ter visto. ou procurado.

2011/11/20

baby:
o que fazer se eu não escolhi ser saudade? por isso é que eu volto atrás, telefono, cutuco. recuo de novo. me desdigo... a falta que eu sinto de você é uma coisa absurda. sai me atropelando — pra recobrar a ternura, aquilo que sempre fica, vira eco, ressurge. casa comigo amanhã? porque eu não posso aceitar menos do que já tive — esse nada diluído em muitas vezes, muitos anos, muitas vidas.

2011/11/17

baby:
hoje eu consigo entender por que todo mundo diz que é tão difícil encontrar um amor — e impossível esquecê-lo. porque tudo me lembra você. e olhar pra frente já não apaga o que vai ficando pra trás. a memória não silencia o amor — e o silêncio é incapaz de preencher lacunas & interstícios.

2011/11/14

baby:
nesse tempo todo, eu fiquei querendo tanta coisa. porque eu fiquei esperando você chamar pra fazer qualquer coisa como ir ao mercado no domingo de manhã, depois deitar sobre a toalha estendida no meio do gramado — e folhear os jornais... mas, hoje, eu só quero dizer como doía cada vez que você ficava de ligar — e me esquecia.

2011/11/11

baby:
é tão estranho de repente virar para o lado e não encontrar mais você. é como se você sempre estivesse aqui — e isso tivesse mudado. porque eu ainda fico surpresa — admirada com a falta de rumo da história. com a vida parada. fica comigo? quero abandonar esse canto frio em que esquecem as bonecas.

2011/11/08

baby:
fiquei presa — do lado de fora. como tudo que eu não queria. não sei existir longe de ti. e sabe o que isso significa? que o que eu mais queria era ficar dentro, fazer parte — estar em ti. pra esbarrar, naquele intervalo do sono, meu jeito sem jeito no teu jeito sem jeito também. macio & acalorado, comedido & medroso.

2011/11/04

baby: .
inviolável é meu universo — você. mas não sei se devo abrir a guarda. és reticente.desconfiado. duvidas sempre do que te ofereço como verdade. rebates o certo. e te recusas a enxergar o amor — ou o que falta nele —, enquanto associas a mim memórias que jamais me pertenceram.

2011/11/01

baby:
i´m blue. e eu não preciso disso.
a gente não precisa disso. e nada disso teria acontecido se — you know. não somos um. não nos acomodamos um no conforto do outro. e há coisas que não merecem esperar — nem querem.