2011/05/30

baby:
a cegueira te freia — e você nem percebe. porque você não é exatamente complicado, baby — apenas se deixa cegar. e eu não faço ideia da causa [se é por medo, culpa ou coisa assim]. mas não importa. a escolha é tua — e eu nada tenho a fazer. só não pretendo ser preterida, nem mergulhar nesse oceano de leite contigo. porque dói me sentir descartável a cada vez que não assumes tua.

2011/05/26

baby:
preciso esvaziar essa conversa pesada de mim — recuperar a leveza, isso que me colocou sempre tão perto de ti. porque contigo, baby, sei ser complacente — administrar sangrias & diluir geleiras afetivas. não é difícil enxergar — já que o meu amor vence sempre.

2011/05/22

marujo:
como ia dizendo, é gostoso voltar no tempo com você — e imaginar novas memórias pras tuas memórias envelhecidas. nem é preciso suspender os suspiros. a respiração se antecipa, atropelando o inspirar natural, e extrapola o limite do corpo — porque tudo que quer é navegar contigo.

2011/05/19

baby:
sonhar contigo me intensifica — me faz mais viva. porque somente você é capaz de preencher os sentidos — e esgotar as lacunas... esses vazios afetivos. entende agora o que quero dizer? com você, me reabilito, baby. faço desenhos no céu — e volto a acreditar em mim outra vez.

2011/05/16

baby:
me belisca?
acho que mergulhei no imaginário teu. e, agora que estou me enxergando tão bem aqui dentro, não pretendo sair — a menos quê...
me deixa ficar?
quero sonhar contigo, acordar contigo e me incorporar ao cenário, às membranas & aos núcleos — depois de me tatuar [viva] na pele tua.

2011/05/11

baby:
tenho novos elementos pra pensar em você [e querer você] agora que as declarações saíram do forno. porque o amor, baby, não é cigano — não promove rodeios ou incursões voluntárias. por isso, nem pense em uma provável migração desse amor. porque amar você é me sentir plena de amor — refém de um narcisismo secreto [& bem-vindo]. te quero.

2011/05/08

baby:
nosso amor não é desta vida. nosso amor é de muitas vidas — de todas as vidas. por isso, essa cola que nos conecta — esse grudar que se quer infinito, para além de qualquer outro querer-viver. agora, ressoa em mim, baby. ressoa em mim e estica este amor — até a próxima vida.

2011/05/04

baby:
eu não esperava a partilha dos bens — a degustação dos quitutes reais sobre a cama desarrumada. e agora o que me resta é a lembrança mais crua do gesto — dos corpos desnudos depois da fricção de peles e sabores... pra não dizer da saudade de me servir do colo teu [subtraindo meses de repulsa e dor].

2011/05/01

baby:
queria mais que viver você. queria viver em você — e com você. mas agora me vejo privada de futuro, colecionando planos esvaziados de ternura — nus de nós. e, assim, tendo a achar que o fim seriado é o único desfecho possível — desde que ficou inviável amar você com cortes e edições.