2011/04/29

baby:
adoro me enxergar com as tuas lentes — é como me sinto melhor. o organismo se arrisca, lançando-se à perfeição. e, ao tocar o céu e as estrelas, se irradia — em nós. no nosso amor líquido — de idas e vindas e fronteiras indefinidas.

2011/04/26

baby:
queria ouvir de você que tem muito a ganhar — muito mais que madrugadas de mim. porque adiar o amor é sempre perder — abre-se mão do outro, enquanto a vida segue, afastando os corações. e de quem é a culpa? da culpa, suponho.
sim, essa corrente maldita que nos separa [em datas festivas, jantares dançantes e entardeceres], impedindo o trivial vital.

2011/04/23

baby:
eu entendo a fragilidade afetiva — e enxergo a força dos laços e dos nós [mesmo estando de fora]. porque eu tenho acompanhado isso tudo, ao viver parte da tua história. e os reflexos são evidentes. mesmo assim, você sabe que eu acreditei — que confiei nas cartas e me apoiei na tua ternura. porque eu queria que o encontro fosse selado naturalmente, diluindo temores & fracassos daquele jeitinho mágico que arrebata os olhares.

2011/04/20

baby:
não venha dizer que nossa história chegou ao fim. pra isso, ela precisaria estar completa. além do quê, temos uma missão juntos, como diziam aquelas cartas que não trocamos — e que eu desisti de entender. sei que vai me convidar a vivê-la contigo. porque amar, baby, é celebrar a inclusão, trazendo pra perto [pra si] afetos & doçuras — os teus então nossos... naquela vida [em] comum.

2011/04/17

baby:
nem precisava enviar as rosas — eu já estava enfeitiçada. mas você quis provocar a certeza, não foi?! é, eu sei. sei que desejou se certificar da magia instituída entre a gente — tacitamente. porque você sempre sabe o que faz, ao dosar o feitiço, remanejar laços e distribuir carinhos & incertezas. i loved [our] roses.

2011/04/13

baby:
a natureza calada é somente um escudo. não pretendo me despedir da tua ternura,
nem me desfazer do que sou quando estou com você
— da história [in]completa.
por isso é tão difícil simular despedidas, forjando extravios & saídas. perfeitinho é você — pra mim.

2011/04/10

baby:
cultivar a quietude é reencontrar você em mim. é revisitar diálogos, saudar silêncios, sacudir a saudade. está vendo o aceno — a echarpe vibrando no topo da vela? só você enxerga, baby. nosso amor sobrevive sem alardes — só não sei até quando.

2011/04/07

baby:
eu sempre quis mais — e você sempre soube. porque eu esperaria — a história completa, a poesia do amor. bastava enxergar afeto e desejo — pra aceitar promoções adiadas, horários quebrados, ligações perdidas... nossos beijos pediam mais.

2011/04/04

baby:
meu amor não é egoísta — é só um pouco apressado, porque a urgência ficou esquecida lá trás. além disso, não se quer invisível, pois prefere transparecer. ou preciso dizer que todo amor que é amor acaba em alarde — e de braços dados, no centro da praça [no meio do mundo]?

2011/04/01

baby:
eu não tenho coragem de dizer que vou partir. porque, no fundo, não quero abrir mão de você. por isso me guardei tanto tempo em silêncio — era o amor remoendo aqui dentro, dando voltas na quadra e me fazendo recuar sempre.