2010/04/28

baby:
me perco de amor — todos os dias. e é pra te encontrar. com você é assim também, mesmo que tente disfarçar — inventar sumiços e indisposições. o amor já deu provas de que é indissimulável, baby. nada é capaz de detê-lo. por isso, esse nó aí no seu peito — é mais do que hora de preenchê-lo de mim.

2010/04/25

baby:
gosto demais das coisas que posso ver em você. porque são tão bonitas — principalmente aquelas que nos diferem. por isso, volto a sentir saudade e aquela vontade louca de repetir tudo — sempre que penso em você. acho que só assim consigo me sentir viva — ou um pouco menos só, a salvo do encolhimento sutil que me retrai lento [e em segredo].

2010/04/22

baby:
gosto do cuidado anunciado. a roupa asseada na cama, a tevê desligada, o cabernet sauvignon acompanhando a massa deitada no prato. o teu carinho marcado — sutil-intenso, preciso. agora entendo o silêncio do brinde. já posso tocar as palavras recolhidas — e reordená-las lento. a intimidade completa a cena. me deixa mais mole — mais tua. e mais perto de me imaginar de novo no melhor lugar do mundo — este que descobri e em que quero estar.

2010/04/19

baby:
de muitos mistérios se faz um encontro — e não poderia ser diferente. por isso, evite pensar que agora é tarde — que muito tempo já se passou pra você. sempre há tempo. sempre é tempo — e nem é preciso abrir as cartas para confirmar isso. porque se pode ter mais — disso que tanto quer. mesmo que seja aos pouquinhos, contidamente. é assim que os bebês ensaiam o caminhar, não é?! e sempre dá certo — eu sei, sabemos, como quer a história completa, acenando à beira-mar.

2010/04/16

marujo:
na próxima vez, não deixe de me acordar — e não importa que seja domingo. quero me espreguiçar longamente — contigo. esticar o corpo ainda nu, tocar cada extremidade — me demorar em ti; te prolongar em mim [por um tempo, por muito tempo, por todo tempo]. porque assim são as histórias completas — nos dias pares e não pares, nos dias úteis e nos dias em que trocamos os lençóis estampados pelos de algodão puro.

2010/04/13

baby:
eu adoro você. adoro aqui dentro — no comportamento, no gesto, na escrita enviesada. adoro — ainda que você me freie/ainda que sem querer. coração sabe-se livre para abrigar quem deseja — sabe-se grande com você. por isso, não despreze os sinais que a vida emite. nada é acaso — nenhum movimento sequer. porque a história completa já começou, feito o cartão-postal kitsch pregado na porta da geladeira — para tudo dizer: e mais nada.

2010/04/10

baby:
deixa a vergonha de lado — você não precisa se esconder. não me deve desculpas — não se deve punições. e eu entendo você — a quietude & o recolhimento. porque ainda somos iguais. vai esperar a maré baixar — o vento virar? tudo bem. me junto a você — enquanto a vida lá fora sinaliza que os caminhos precisam mesmo se reencontrar, pois não nos quer sós.

2010/04/07

baby:
eu quero a entrega de antes — a volúpia envolta em leveza. preciso voltar a sorrir. porque fechar os olhos pra imaginar passinhos descoordenados pelo gramado me enche de vida. me faz apagar os dias em que me vi inventando desculpas para deixar de viver. teu amor me regenera — com mais vida.

2010/04/04

baby:
não me peça para dizer adeus — a esquiva já tem sido difícil. além do mais, prefiro não saber se você seria mesmo capaz de me pedir o impossível — isso que me esvaziaria até o nada. é a essa coragem que se refere? bom, não sei o que pensar. a leveza tem me testado todos os dias, e talvez seja melhor fingir que tudo acabou — no prazo exato de validade —, pra existir no passado.

2010/04/01

baby:
também me sinto pequena — pensativa, colecionando interrogações. é duro tentar desatar os nós — e ainda se emaranhar neles. bom, é assim que estou desde aquela conversa comprida. porque não consigo pensar noutra coisa. e não há o que cause arrependimento — ou dor. sou melhor com você... abandono a carta, caminho até onde o corredor acaba e abro a porta. pensei ter ouvido teus passos — pensei ter imaginado teus passos. também não sei o que fazer. talvez devesse me retirar da vida tua — pra ser acordada quando a leveza reassumir seu lugar nesta história.