2007/05/29

mirror

baby:
ainda não percebeu que a vitória, às vezes, usa disfarce? sei que não aceitas derrotas. mas quem sou eu pra dizer que tudo isso é pura prova? a história, vista de fora, tem outra configuração... agora que o caminho se abriu, você poderá ver [(s)em mim] o seu reflexo. mirror. esqueça o medo. já atravessei o espelho [feito alice]. o desejo me vampirizou. quero você.

2007/05/26

secret

baby:
eu sei. você sabe. todo mundo sabe. nem adianta disfarçar. você me desconcerta. e adora isso de me provocar e provocar e provocar [sem nem mesmo pedir permissão], não é?! paixão tem dessas coisas. impulsiva, despe com o olhar. sorri com o coração. nutre o desejo e afaga o espírito. quero você de presente. pedi ao papai do céu. e estou me comportando bem demais.

2007/05/23

bilhete postal

baby:
tanta intimidade e ao mesmo tempo nenhuma. escrevo pra dizer que voltei a trocar os lençóis jaquard. perfumar o colo. hidratar os cabelos e prendê-los na altura dos olhos. pura lolita. é assim que gosta? saudade de acalmar você enquanto dedilho na tua derme o tom do meu desejo. saudade de tudo mais with you...

sem você, prefiro a insônia a adormecer neste leito vazio que pede mais que dalmadorm e polainas de lã.

2007/05/12

baby:
agora que decidiu jogar tudo pro alto, rasgar o passado e virar a página pra desenhar uma nova fase, promete [pra si] retomar a crença de que um coração pode mesmo abrigar outro coração pelo tempo que dura a eternidade? biografia(s). meu encanto se desfolhou ao ouvir a narrativa da tua história, de frames deste amor urbano e mutante. amor que vira rasteira e poeira deveria se chamar outra coisa. feitiço do mal. maldição. veneno. ou algo semelhante. queria estar nos teus planos. colar minha doçura na tua crina e sair galopando por aí ao pulso e ao impulso deste desejo que não vê o tempo passar. tanto bem-querer não se esgota assim... no vazio dos dias. das noites. da vida sozinha. vontade de carinho. de me aninhar no teu colo. de me fazer menina. cheia de dengo. queria renascer e me descobrir tua. como jamais fora de outro alguém.

2007/05/05

white flag

baby:
a paz voltou a reinar. pelo menos é o que se vê no alto do mastro. simbolismos à parte, vivemos aquela velha nova fase branca. eu. tu. meu olhar. teu olhar. nossos mistérios e nossas convenções. a trivialidade do enredo sugere a presença do comedimento [que tem razão de ser]. de qualquer forma, sei que é tolice tentar entender a insensatez dos sinais que a razão manda emitir — embora tolice maior seja querer enganar alma e coração. encantamento é coisa rara. carrega no cerne um quê de magia e leveza que nem nos contos de fada há. por isso é vão reprimir tamanho querer bem. o desejo é feito um animal selvagem, serve ao instinto [e a nada mais]. um dia você me diz dos seus medos? quero exterminar um a um. em troca prometo dar a conhecer cada um dos meus fetiches. esses que inventei especialmente pra compor nossa história. quer provar? a seguir, traçamos novos.

2007/05/02

[ma]logro

baby:
você disse que do lado de lá tudo seria diferente, e eu acreditei. agora aguardo a vida me chamar de volta — embora duvide que algo realmente valerá a pena. de que me serve tamanha doçura se tudo que tenho encontrado se resume à secura do adeus e suas variantes diretas? quero me esquivar de tudo que remeta ao amor. chorar baixinho e só, enquanto me distraio com o soluço ritmado que ainda me tira do foco. vai ver a saída é galopar sem rumo, retribuindo cada patada. deixei de desejar me enxergar na limpidez da tua íris blue sky. a beleza virou pó. o encanto se desfez. e tudo voltou a ser nó. desprezo combina com sordidez e inferno astral. é tempo de semear a dor e o sangue. regar com espinhos e muito fel. a colheita promete [malogro e urubus].