2017/10/14


baby:
os sexos não se despediram. e eu não sei o motivo.

2017/10/05


baby:
cadê o teu céu?
preciso me fixar nele, reencontrar a tua paz, me enternecer e sorrir.

2017/09/25


baby:
não há dispositivo capaz de revestir meu caráter — para projetar outro. não temo a realidade. nem tua disposição para me ruir socialmente.

2017/09/04


baby:
nem é preciso desapegar. nunca nos tivemos  por razões publicamente [re]conhecidas.

2017/08/21

baby:
podia buscar, em alguma cercania longuínqua, o final da linha perdida, mas não quis. preferiu remendar a farsa  investir nas memórias que, um dia, lhe prometeram felicidade & fidelidade, estabilidade & amizade [para morrer assim].

2017/08/08

baby:
trata-se de uma dor não física — incapaz de se deixar diluir por soluções químicas determinadas. uma dor que lateja, potente na reincidência e insistente na potência. uma dor que reverbera sangue e girassóis, arames farpados e fotografias borradas de rostos recortados.

2017/07/03

baby:
a opacidade não é teatral. nem a carta. this letter, that litter. repercute [um tanto] a massa de ossos despejada ininterruptamente — e seus estragos para sempre incalculáveis.

2017/06/06



baby:
prezo sempre o coração. o descontrole do imaginário. o que à razão jamais pertencerá. e não te peço o mesmo.
não mesmo. minhas escolhas são minhas e nem sempre coincidem com as tuas.

2017/05/30


baby:
o tempo mostra sempre pra gente o que realmente importa. sem atrasos nem disfarces.

2017/05/24



baby:
de presente, eu quero um castelo só pra mim.




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